Ó Da Casa

Oh Blog! O que é que eu hei de fazer contigo?

Primeiro, ninguém nos conta que a vida de crescido é assim: SEM TEMPO. Há sempre alguma coisa para fazer, SEMPRE. Aqueles tempos áureos em que pensavam “Ahhh vou passar a o fim-de-semana alapada ao sofá, sair, descansar, experimentar aquela máscara, blá blá blá..” passam a ser exactamente isso, pensamentos. Pensamentos que não se traduzem na realidade.

Segundo, ainda estou em choque pelo facto de ninguém me ter contado. Olho para trás e vejo tanta coisa que agora faz sentido, nos crescidos, claro. MAS vale a pena ser crescidos, neste momento entendo as mães que relatam a sua experiência e no fim dizem “Mas vale muito a pena”. E vale sim ser crescido, é difícil, não é como nos filmes nem como os nossos pais nos contam (wtf? como é que nos fazem querer que o mundo é cor de rosa? logo eles!)

Terceiro, passo demasiado tempo em choque e demasiado tempo a pensar em tudo o que a sociedade nos diz que tem de ser feito. Quando dou por mim já passaram semanas e ainda não respirei ou dediquei tempo a mim e às coisas que gosto, como por exemplo o blog. E passo muito tempo a sentir-me mal por não conseguir corresponder às expectativas, não sei bem é de quem.

Quarto, às vezes apetece-me muito mais vir para aqui desabafar e contar a realidade que ninguém conta do que fazer montagens de achados, e eu adoro um bom achado. É tanta coisa nova a acontecer, tantas fases que estou a passar que fico assoberbada.

Quinto, a questão da minha vida neste momento é “Como é que vou fazer quando tiver filhos?”. Decisão, preciso de mais um ano do que o plano original para pensar nisto.

Sexto, blog, o que é que eu hei de fazer contigo? Sinto que tenho que trabalhar mais na nossa relação, que já é longa, mas não podemos continuar no mesmo rumo. Temos que mudar o que andamos a fazer. Já não podemos andar a falar do mesmo. Prometo tentar passar mais tempo contigo.

Sétimo, vou passar mais tempo contigo e tempo de qualidade. Acabou essa mer$%&# de fazer tudo parecer perfeito, porque eu já não tenho muito tempo para a vida em geral quanto mais para isso. Vou querer embarcar em novos desafios (acabar o mestrado, fingers crossed), e não tenho paciência nenhuma para andar com montagens da tre$%& e mil filtros e blá blá blá para tudo parecer “bonito” quando na verdade já o é. Nada contra com quem o faz, honestamente acho que é uma nova forma de criar arte, nem tudo tem que estar espetado numa tela, e eu gosto de ver, apreciar, inspirar-me. Apenas contra com quem o faz e diz ao mundo que é assim, aquilo é a vida real. Fazer quem está do outro lado achar que a vida é assim e ponto, e se não for assim não é bom, não importa, não o é, acabando no fim por as fazer sentir mal por não corresponderem à expectativa. Que é como eu me sinto às vezes. Afinal sei de onde vem a expectativa.

Conclusão, it is what it is.
Vou-me esforçar ao máximo para falar desta vida de crescidos, das minhas pechinchas (amo uma boa pechincha!) e desta fase. Porque se há coisa que eu percebi, é que muitas vezes achamos que somos só nós, e não é assim. Passamos todos por dificuldades e muitas vezes dificuldades iguais ou semelhantes. Não há nada de errado com dificuldades e elas não são más. Posso perder muita gente desse lado com esta mudança, mas basta-me 1 pessoa ler e sentir-me mais inspirada/melhor para o resto do dia, semana, mês.

Por isso, é isto que vou tentar fazer com o meu blog. 🙂

Até logo.
P.

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